Tendo a esperança como alimento
Sem comer, contanto
A moça implorava ao vento
Levar todo desencanto.
De seu aposento
Espiava a vida passar
Pedindo com tamanho argumento
Outro alguém para amar.
Não obtinha resposta
Culpava o tempo, ansiosa.
À beira de adoecer
A moça só queria esquecer.
Coitado do tempo
Não pode agir sozinho
Tem de esperar a moça
Sair do seu ninho.
Enfim passarinho
Pôde voar
Trilhou seu caminho
Sem ninguém para culpar.
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